RESULTADOS
CAMPEONATO PAULISTA: Palmeiras 3 x 1 São Paulo   –   São Bernardo 0 x 4 Mirassol   –   Ponte Preta 2 x 2 Noroeste CAMPEONATO BAIANO: Bahia 5 X 1 Barcelona-BA
CAMPEONATO PAULISTA: Palmeiras 3 x 1 São Paulo   –   São Bernardo 0 x 4 Mirassol   –   Ponte Preta 2 x 2 Noroeste CAMPEONATO BAIANO: Bahia 5 X 1 Barcelona-BA
Editorial
Esportes 19 jan 2026

Senegal é Bicampeão na Polêmica Final da Copa das Nações Africanas

Senegal venceu Marrocos por 1 a 0 na prorrogação, em um jogo marcado por polêmicas e alegações de manipulação.

A MANCHETE Atualizado 01h18
Senegal é Bicampeão na Polêmica Final da Copa das Nações Africanas
ILUSTRAÇÃO/OPENAI

A final da Copa das Nações Africanas 2026, disputada em 18 de janeiro em Rabat, foi marcada por controvérsias quando Senegal conquistou seu segundo título consecutivo ao derrotar os anfitriões de Marrocos por 1 a 0 na prorrogação. O jogo, que deveria ser uma celebração do futebol africano, transformou-se em um campo de batalha entre decisões discutíveis da arbitragem e protestos explosivos.

A partida começou com um equilíbrio no campo, mas logo ganhou tensão. Senegal quase abriu o placar com um gol de Ismaïla Sarr, que foi anulado por uma infração duvidosa cometida contra Achraf Hakimi. Essa marcação dividiu opiniões e gerou discussões acaloradas entre torcedores e especialistas.

O clima esquentou de vez no último minuto do tempo normal, quando o árbitro, com o auxílio do VAR, decidiu conceder um pênalti para Marrocos após um toque leve de Kalidou Diouf em Brahim Díaz. A penalidade causou revolta entre os jogadores senegaleses e seus torcedores, que consideraram a decisão como uma tentativa de favorecer os donos da casa.

Após o apito para a marcação do pênalti, o técnico de Senegal, Pape Thiaw, optou por tirar seus jogadores de campo. Esse ato gerou uma interrupção de cerca de 15 minutos, durante os quais a tensão aumentou com confrontos entre itens de segurança e os torcedores.

Foi Sadio Mané, o grande destaque do torneio, quem conseguiu acalmar os ânimos e persuadir seus companheiros a retornar ao campo. Brahim Díaz, artilheiro do campeonato, não conseguiu converter o pênalti, que foi defendido sem dificuldade pelo goleiro Edouard Mendy.

Na prorrogação, Pape Gueye selou o destino do jogo com um belo chute de média distância, garantindo a vitória para Senegal e o bicampeonato. Porém, o triunfo foi ofuscado pela polêmica que envolveu a partida.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, criticou a situação, chamando os incidentes de ‘deploráveis’ e pedindo medidas rigorosas da Confederação Africana de Futebol (CAF), especialmente em relação ao ato de abandono de Senegal.

A equipe marroquina, por sua vez, anunciou que levará a questão às instâncias superiores, como a FIFA e a CAF, alegando que a interrupção teve um impacto direto no resultado. Além disso, comentários sobre manipulação e pressões políticas surgiram nas redes sociais e análises pós-jogo, acentuando a desconfiança em torno do torneio.

Apesar do nível técnico elevado ao longo do campeonato, o desfecho polêmico revelou falhas na governança do futebol africano, principalmente no que tange ao uso do VAR. A situação suscita a necessidade de uma revisão das normas para garantir a transparência e a equidade nas decisões.

Enquanto Senegal celebra o triunfo, Marrocos busca reparações, e a integridade do futebol africano permanece em xeque, muito além do simples resultado.

Leia também

Esportes 17 jan 2026

Grêmio x São Luiz: Tricolor busca reabilitação no Gauchão

Esportes 18 jan 2026

João Fonseca faz sua estreia como cabeça de chave no Australian Open