O Brasil observou uma significativa diminuição nas taxas de criminalidade letal em 2025, com uma queda de 11% nas mortes violentas em comparação ao ano anterior. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em um relatório divulgado em janeiro de 2026. No total, foram registradas 34.086 mortes violentas, em comparação às 38.374 ocorrências de 2024, destacando uma tendência de redução contínua nos homicídios.
A análise dos dados por região indica variações significativas entre os estados. O Ceará, por exemplo, apresentou uma queda de 7,7% nas mortes violentas, com Fortaleza registrando uma diminuição de 11%. Pernambuco também viu uma redução de 10%, contribuindo para a tendência de diminuição na região Nordeste, que enfrenta desafios historicamente altos em segurança pública.
Santa Catarina destacou-se como o estado mais seguro do Brasil, apresentando um índice de apenas 8,6 mortes por 100 mil habitantes. Especialistas atribuem esse resultado a uma eficaz integração de inteligência policial e a investimentos em tecnologia de monitoramento.
Entretanto, o relatório também evidencia áreas de preocupação. O Rio Grande do Norte, por exemplo, viu um aumento quase de 14% nos homicídios, contradizendo a tendência nacional de queda. As autoridades federais monitoram essa situação de perto para identificar possíveis falhas nas políticas de segurança locais.
Outro ponto alarmante no cenário da segurança pública é o aumento dos casos de feminicídio. Apesar da queda geral nos homicídios, crimes motivados por gênero alcançaram níveis recordes, indicando que, embora a redução da violência urbana esteja em evolução, a violência doméstica e a proteção a vítimas vulneráveis ainda são desafios significativos.
Para 2026, o governo federal planeja reforçar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) com a liberação de verbas, especialmente para estados que não apresentaram uma redução na criminalidade. A ênfase será no monitoramento das áreas de maior incidência criminal e na expansão de programas voltados para a proteção da mulher, buscando garantir a continuidade dessa trajetória de queda nos indicadores de violência.