No dia 19 de janeiro de 2026, o presidente russo, Vladimir Putin, expressou seu apoio à proposta do ex-presidente Donald Trump para a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em Moscou e surge em um contexto de crescente tensão entre a Casa Branca e aliados europeus, aprofundando as divisões diplomáticas no Ocidente.
Putin classificou a iniciativa de Trump não como uma excentricidade, mas como uma estratégia geopolítica significativa, evocando referências históricas sobre a expansão territorial. Esse apoio do Kremlin está diretamente ligado à intensificação da pressão de Trump sobre a Dinamarca, que tem a soberania sobre a ilha, incluindo sugestões de tarifação como forma de coação para viabilizar a transferência.
Enquanto Trump argumenta que a anexação é necessária para conter a influência da Rússia e da China na região do Ártico, Moscou vê essa movimentação como uma oportunidade para gerar desestabilidade na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Essa não é a primeira vez que Putin se mostra favorável a tal proposta; durante o Fórum Ártico Internacional em março de 2025, ele já havia falado sobre a importância estratégica da Groenlândia.
Analistas internacionais interpretam o apoio de Putin como uma tentativa de normalizar o conceito de anexação territorial entre potências globais, criando um precedente que poderia igualmente validar as políticas expansionistas da Rússia.
especialistas em geopolítica identificam camadas estratégicas na validação das pretensões de Trump por parte da Rússia, uma vez que isso fomenta o conflito interno entre os EUA e a Europa. Capitais europeias, incluindo Copenhague, reagiram com indignação, classificando a postura americana como uma violação do direito internacional.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a atual situação é extraordinária, destacando uma mudança de paradigma onde interesses econômicos e militares prevalecem sobre acordos diplomáticos tradicionais. Ele comparou a possível aquisição da Groenlândia à compra do Alasca em 1867, sugerindo que tal movimento poderia reconfigurar o equilíbrio de poder global nos próximos anos.
Enquanto a Casa Branca mantém uma retórica de contenção em relação à Rússia, o apoio de Putin coloca o governo de Trump em uma posição complicada, já que a percepção de que suas ações são celebradas por um adversário estratégico pode aumentar as pressões internas e internacionais relacionadas ao custo político dessa anexação. O desenlace dessa situação poderá ter implicações significativas para a cooperação transatlântica e a nova governança no Ártico.