No dia 14 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que define o planejamento financeiro do Governo Federal para o exercício seguinte. O novo orçamento estabelece um salário mínimo de R$ 1.621 e prevê um total de despesas de R$ 6,54 trilhões.
A elaboração do orçamento passou por intensas negociações no Congresso Nacional, buscando equilibrar o fortalecimento de redes de proteção social e a valorização do poder de compra, sem descuidar da meta fiscal, que estipula um superávit primário de R$ 34,2 bilhões.
O aumento no novo piso salarial representa um incremento nominal de 6,79%. Do total orçamentário, R$ 1,82 trilhão será destinado ao refinanciamento e ao pagamento da dívida pública, refletindo a carga significativa dos encargos financeiros sobre o Tesouro Nacional.
A saúde e a educação foram priorizadas no novo orçamento, com investimentos de R$ 271,3 bilhões e R$ 233,7 bilhões, respectivamente. Programas como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia, que visa auxiliar estudantes, também foram contemplados, recebendo R$ 158,63 bilhões e R$ 11,47 bilhões.
Além disso, o Auxílio Gás foi incluído no orçamento, com a liberação de R$ 4,7 bilhões, destacando a preocupação do governo em mitigar os impactos dos custos de energia nas famílias de baixa renda.
A sanção do orçamento também ilustra a habilidade do governo em articular o apoio legislativo necessário. Durante esse processo, o presidente exerceu o poder de veto sobre R$ 393 milhões em emendas parlamentares, demonstrando um critério seletivo na alocação de recursos.