O ex-ministro Raul Jungmann veio a falecer no domingo, 18 de janeiro de 2026, aos 73 anos, em Brasília, em decorrência de complicações causadas por um câncer no pâncreas.
Ele ocupava desde 2022 a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e era uma figura respeitada na vida pública brasileira, com uma trajetória que começou no MDB ainda na época da ditadura militar, passou pelo PCB e incluiu a fundação do PPS (hoje Cidadania). Ao longo da carreira, exerceu funções importantes nos governos de FHC e Michel Temer, como ministro do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e o inaugural da Segurança Pública, criada em 2018.
Sua atuação foi marcada pela habilidade de mediar debates complexos, abrangendo desde a reforma agrária até a coordenação de segurança nas Olimpíadas do Rio e o fortalecimento das instituições democráticas.
Diversas personalidades manifestaram pesar nas redes sociais, elogiando sua inteligência, ética e dedicação. O jornalista Reinaldo Azevedo destacou: “Morreu Raul Jungmann, uma das pessoas mais brilhantes que conheci. […] Era brilhante, agudo, generoso e engraçado.”
O governador Ronaldo Caiado acrescentou: “Mesmo nas discordâncias, ele sempre foi alguém que acrescentou muito ao debate democrático. Como ministro, desempenhou um papel fundamental para o Brasil, enfrentando o crime organizado.”
Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania e amigo de longa data de Raul Jungmann, manifestou profunda tristeza pela morte do ex-ministro.