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CAMPEONATO PAULISTA: Palmeiras 3 x 1 São Paulo   –   São Bernardo 0 x 4 Mirassol   –   Ponte Preta 2 x 2 Noroeste CAMPEONATO BAIANO: Bahia 5 X 1 Barcelona-BA
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Editorial
Tecnologia 18 jan 2026

Memória RAM mais cara: IA consome chips e eleva preços em 2026

A explosão da Inteligência Artificial desvia a produção global de chips e encarece computadores e smartphones.

A MANCHETE Atualizado 22h35
Memória RAM mais cara: IA consome chips e eleva preços em 2026
REPRODUÇÃO/GROK

Se você planeja atualizar seu computador ou trocar de smartphone em 2026, é hora de preparar o bolso. O mercado de tecnologia global vive um verdadeiro desafio, com os preços das memórias RAM subindo mais de 50% só nos primeiros meses do ano. Essa alta é impulsionada pela crescente demanda dos grandes centros de dados, que estão focados em Inteligência Artificial (IA), desviando a produção de semicondutores que atenderiam ao consumidor final.

Para entender essa situação, pense nas fábricas de chips como padarias. Antes, elas produziam pães comuns, que representam as memórias DDR5 que usamos em PCs. Agora, a demanda por memórias HBM, que são essenciais para supercomputadores da NVIDIA e outras gigantes da IA, se assemelha a uma procura enorme por bolos de festa. Como esses ‘bolos’ rendem mais lucro, as fábricas, como Samsung e SK Hynix, reconfiguraram suas linhas de produção, diminuindo a quantidade de ‘pães’ disponíveis para o público geral.

Consequentemente, a memória RAM, que é crucial para a performance de dispositivos ao permitir a abertura de várias abas ou a execução de jogos pesados, tornou-se uma mercadoria mais cara. Kits de memória que custavam X no final de 2025 estão sendo vendidos pelo dobro do preço em 2026. De acordo com estimativas, cerca de 70% da produção da indústria está sendo direcionada exclusivamente para as nuvens de IA, deixand o restante para a concorrência entre fabricantes de laptops e smartphones.

O impacto disso na vida cotidiana é notável: os novos produtos tecnológicos lançados neste ano podem custar até 20% mais. Além do aumento direto no preço, várias marcas estão optando por manter suas configurações mais baixas, reduzindo a quantidade de memória RAM em novos modelos. Isso significa que poderemos ver menos celulares com 16GB de RAM e um retorno a modelos com 12GB ou até 8GB, como forma de conter o crescimento dos preços. Essa estratégia ajuda a manter a competitividade dos produtos, mas pode limitar a durabilidade e a eficiência dos dispositivos a longo prazo.

Infelizmente, a perspectiva de que a situação melhore a curto prazo parece distante. Especialistas do setor alertam que, embora novas fábricas estejam sendo construídas, a estabilização da oferta só deve ocorrer entre 2027 e 2028. Até lá, a melhor recomendação para os usuários é cuidar bem dos dispositivos que já possuem e aguardar um momento mais propício para investir em novas peças ou produtos.

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