Maceió, AL – Na sexta-feira (23 de janeiro de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou uma visita a Alagoas marcada pela entrega de benefícios sociais e articulações políticas significativas. O evento, que abordou questões de habitação e saúde, teve um claro foco no cenário eleitoral.
O destaque da visita foi a cerimônia de entrega de 1.337 unidades habitacionais nos residenciais Parque da Lagoa e Dr. Pedro Teixeira Duarte I e II. Durante a solenidade, Lula celebrou a conquista de 2 milhões de moradias contratadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida desde a sua reinicialização em 2023, evidenciando este número como um marco significativo para o governo e as famílias de baixa renda. Ele relatou suas vivências pessoais para reforçar a importância da moradia digna.
Além das entregas habitacionais, o presidente anunciou a entrega de sete novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e dezessete Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), ampliando a infraestrutura de saúde pública em Alagoas. Essa ação faz parte da estratégia do governo federal de investir em serviços essenciais, visando fortalecer a imagem de um governo ativo e comprometido.
A visita, no entanto, não se limitou a compromissos administrativos. O palanque em Maceió se tornou um espaço de articulação política, com a presença de líderes influentes do MDB alagoano, como o governador Paulo Dantas, e o ministro dos Transportes, Renan Filho. A participação do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), que é oposição em nível federal, gerou atenção e especulações. JHC utilizou um discurso institucional, ressaltando a importância do diálogo político e as parcerias com a União, refletindo uma tentativa de construção de alianças em um estado marcado por divisões políticas históricas.
Nos discursos, Lula adotou uma postura crítica em relação à gestão anterior, sem mencionar nomes, ao comparar a situação do país a uma “casa alugada para quem não prestava”. Ele também fez menções ao setor financeiro, aludindo a polêmicas envolvendo o Banco Master e supostos prejuízos na ordem de R$ 40 bilhões que, segundo ele, seriam absorvidos pelos grandes bancos.