A 56ª edição do Fórum Econômico Mundial (WEF) teve início nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, em Davos, Suíça, reunindo importantes figuras políticas e financeiras globais sob o tema ‘Um Espírito de Diálogo’. Este encontro é realizado em um contexto crítico, onde a fragmentação econômica e a rápida evolução de tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial demandam ações coordenadas para evitar o agravamento das desigualdades mundiais.
No primeiro dia de discussões, líderes de diversas nações alertaram sobre a segurança internacional. Durante o debate sobre o Relatório de Riscos Globais 2026, foram apontados o aumento de conflitos interestatais e a proliferação de desinformação digital como algumas das ameaças mais significativas ao crescimento sustentável em um futuro próximo. A fragmentação nos blocos comerciais globais foi identificada como um obstáculo que pode reduzir o PIB mundial em diversos pontos percentuais nos próximos anos.
A delegação dos Estados Unidos é liderada pelo presidente Donald Trump, que prioriza renegociações comerciais e a segurança tecnológica. A presença de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e de Volodymyr Zelenskyy ressalta a importância da geopolítica europeia e a necessidade de proteger infraestruturas críticas, especialmente diante das tensões atuais na Europa.
Brasil em Davos
País busca atrair investimento estrangeiro
A agenda do Brasil em Davos visa posicioná-lo como um parceiro estratégico na transição energética e na segurança alimentar. Com foco em atrair investimentos para infraestrutura sustentável, a delegação brasileira busca enfatizar o potencial do agronegócio do país frente às novas exigências ambientais globais. Painéis sobre a governança da Amazônia e a integração econômica da América Latina estão programados, com o objetivo de consolidar o papel do Brasil como líder no ‘Sul Global’.
Segundo especialistas, as decisões tomadas na edição de 2026 do Fórum devem influenciar as diretrizes de políticas monetárias e regulações tecnológicas durante o ano. O principal desafio em Davos será traduzir o discurso de diálogo em ações multilaterais concretas, capazes de aliviar a volatilidade dos mercados e promover a estabilidade geopolítica em um cenário de mudança digital acelerada.