Em 22 de janeiro de 2026, os Estados Unidos concluíram oficialmente seu desligamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), encerrando um vínculo de 77 anos com a agência de saúde da ONU. Esta decisão, que se tornou realidade após um ano de notificações formais, reflete uma política exterior que critica a ineficiência da multilateralidade nas questões de saúde.
A administração de Donald Trump fundamentou a saída alegando que a OMS falhou em implementar reformas cruciais e demonstrou parcialidade em emergências sanitárias. Consequentemente, os EUA deixam de ser o maior financiador da organização, acumulando um saldo de aproximadamente US$ 278 milhões em contribuições atrasadas que, de acordo com o Departamento de Estado, não serão pagas sob as atuais circunstâncias.
O impacto imediato dessa retirada já é visível. A OMS, com sede em Genebra, anunciou cortes significativos em sua força de trabalho, com a previsão de redução de até 25% de seus funcionários. A perda do financiamento americano compromete programas essenciais de vigilância epidemiológica e erradicação de doenças, levando a entidade a explorar novas fontes de renda, como parcerias com o setor privado e países em desenvolvimento.
Geopoliticamente, o afastamento dos EUA enfraquece sua posição nas discussões globais sobre o novo Tratado de Pandemias e pode indicar uma tendência em direção a acordos de saúde bilateral. Enquanto isso, a comunidade internacional se preocupa com a possibilidade de uma resposta fragmentada a futuras ameaças sanitárias. Atualmente, o foco das discussões se volta para 2027, quando ocorrerá a sucessão da diretoria-geral da OMS, um possível ponto crítico para reavivar o diálogo multilateral.