A partir de 22 de janeiro de 2026, enfermeiros em todo o Brasil poderão prescrever antibióticos, segundo uma nova resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Essa medida visa melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde e reduzir a espera em unidades de saúde.
A decisão do Cofen moderniza o papel dos enfermeiros na atenção primária, permitindo que eles iniciem tratamentos para doenças comuns, como infecções urinárias e amidalites, logo durante a consulta. Com essa autorização, as filas para atendimento tendem a diminuir, facilitando o acesso aos cuidados necessários.
Um aspecto importante da resolução é a remoção de obstáculos que limitavam a aceitação de prescrições de enfermeiros em farmácias privadas. Agora, essas farmácias são obrigadas a aceitar receitas de antibióticos, desde que estejam corretamente registradas e sigam as normas estabelecidas.
O processo de prescrição será rigoroso, com enfermeiros atuando com base em guias terapêuticos e protocolos clínicos, garantir que os medicamentos sejam administrados de forma adequada. Essa autonomia já está respaldada pela Lei nº 7.498/1986, que regulamenta a enfermagem no Brasil.
A implementação dessa norma reflete uma tendência global de prática avançada na enfermagem, presente em muitos países com sistemas de saúde eficientes. O objetivo é otimizar a utilização dos recursos do SUS, permitindo que os médicos se concentrem em casos mais complexos e que os enfermeiros abordem questões de saúde mais imediatas.
Apesar de algumas controvérsias entre as categorias profissionais, o foco principal continua sendo o bem-estar dos pacientes. Com a capacidade de prescrever medicamentos, o tempo entre diagnóstico e tratamento deve reduzir consideravelmente, prevenindo complicações em quadros infecciosos e minimizando o risco de resistência bacteriana.