RESULTADOS
CAMPEONATO PAULISTA: Palmeiras 3 x 1 São Paulo   –   São Bernardo 0 x 4 Mirassol   –   Ponte Preta 2 x 2 Noroeste CAMPEONATO BAIANO: Bahia 5 X 1 Barcelona-BA
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Editorial
Mundo 19 jan 2026

Portugal quebra tradição de 40 anos com segundo turno nas eleições

Em um pleito inédito, Portugal decidirá seu próximo presidente em fevereiro entre António José Seguro e André Ventura.

A MANCHETE Atualizado 17h37
Portugal quebra tradição de 40 anos com segundo turno nas eleições
REPRODUÇÃO/OPENAI

No último domingo, 18 de janeiro de 2026, Portugal realizou o primeiro turno das eleições presidenciais, um evento que marca uma nova fase na política nacional ao exigir uma segunda votação para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. António José Seguro, do Partido Socialista (PS), e André Ventura, do Chega, foram os principais candidatos, com eleições agendadas para o dia 8 de fevereiro.

Após a apuração dos votos, Seguro lidera com cerca de 31% dos votos válidos, enquanto Ventura segue em segundo lugar com 23,6%, refletindo uma mudança significativa nas preferências eleitorais e uma fragmentação do eleitorado tradicional. A posição de João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que alcançou um número expressivo de votos, agrava a percepção de que os portugueses buscam novas direções em suas escolhas políticas.

Especialistas em política europeia consideram este pleito uma importante indicação da estabilidade da União Europeia. A polarização entre uma plataforma de centro-esquerda e uma de direita radical é um sinal de que Portugal, historicamente resistente a extremismos, se alinha a tendências políticas mais amplas no continente. A necessidade de um segundo turno quebra a tradição de vitórias confortáveis para presidentes em exercício, revelando um eleitorado dividido em suas visões econômicas e sociais após a pandemia e em meio a tensões energéticas globais.

A mobilização dos eleitores surpreendeu, com a menor taxa de abstenção registrada em 20 anos de eleições presidenciais, resultado atribuído à importância do cargo presidencial em tempos de governos instáveis e minoritários na Assembleia da República. A expectativa é que a comparação entre as propostas de Seguro e Ventura estimule um diálogo mais intenso entre os partidos e a sociedade.

Com a próxima votação marcada, a atenção se volta para as táticas de coalizão nas próximas semanas. António José Seguro buscará angariar o apoio dos eleitores moderados e da esquerda tradicional, enquanto André Ventura se esforçará para consolidar o voto dos protestos e atrair eleitores conservadores que se desviaram para outros candidatos da direita.

O resultado do dia 8 de fevereiro não apenas moldará o futuro da política interna em Portugal, mas também influenciará a postura diplomática do país perante a União Europeia e os países de língua portuguesa.

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