O Brasil alcançou um marco significativo em suas finanças ao registrar uma arrecadação total de R$ 2,89 trilhões em 2025, marcando um crescimento real de 3,65% em relação ao ano anterior. Esses números, apresentados pela Receita Federal em janeiro de 2026, representam o maior volume de recursos já obtido na história fiscal do país.
Esse aumento na arrecadação é sustentado por medidas estratégicas, destacando-se a formalização e regulamentação do setor de apostas esportivas, que teve sua contribuição saltando de milhões para mais de R$ 10 bilhões em apenas um ano. Essa transformação demonstra como a regularização de mercados antes informais pode oferecer um suporte financeiro extra às contas públicas.
Outro ponto a ser destacado é o desempenho positivo na arrecadação previdenciária, que atingiu R$ 737,57 bilhões. Esse resultado reflete a expansão da massa salarial no Brasil, com mais postos de trabalho e aumento nos rendimentos. Assim, tanto o consumo interno quanto a formalização do emprego foram pilares essenciais para a recuperação econômica em 2025.
No âmbito corporativo e do comércio exterior, não houve diferença no crescimento. A arrecadação de impostos relacionados ao comércio exterior cresceu quase 10%, impulsionada por um câmbio favorável e novas medidas tributárias. Além disso, o setor financeiro teve um papel relevante, contribuindo com R$ 581,95 bilhões por meio do PIS/Cofins, evidenciando a lucratividade dos bancos no período.
Entretanto, essa conquista financeira não concede ao governo um bônus sem responsabilidade em 2026. Especialistas alertam que o aumento na arrecadação traz uma demanda maior por controle fiscal rigoroso. A equipe econômica já sinalizou que a prioridade para este ano será transformar esses números em estabilidade fiscal, utilizando essa margem adicional para reduzir o déficit e assegurar confiança entre os investidores em relação à dívida pública brasileira.