Menino com autismo é premiado após ligar para emergência e salvar mãe

Menino com autismo é premiado após ligar para emergência e salvar mãe

Tyler Semple enfrentou a grande dificuldade que tem para falar com estranhos. Ele chamou os paramédicos e cumpriu as instruções repassadas por telefone para ajudar a mãe.

Menino com autismo é premiado após ligar para emergência e salvar mãe
Tyler Semple enfrentou a grande dificuldade que tem para falar com estranhos. Ele chamou os paramédicos e cumpriu as instruções repassadas por telefone para ajudar a mãe.
Aconteceu no Brasil

maisvistas.com Publicou - qui 4, outubro de 2018 às 11h10

Por maisvistas.com qui 4, outubro de 2018 - 11h10
Aconteceu no Brasil
Menino com autismo é premiado após ligar para emergência e salvar mãe

Charley-Anne Semple com o marido, Danny, e dois filhos, Tyler e Annabella - que estavam em casa quando ela desmaiou — Foto: Charley-Anne Semple

Um menino de 5 anos com autismo que discou para o serviço de emergência do Reino Unido depois que a mãe desmaiou foi recompensado pela coragem.

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Charley-Anne Semple, de 27 anos, estava em casa em Thurrock, no condado de Essex, no último dia 21 de setembro, quando perdeu a consciência.

Tyler então telefonou para a ambulância e pediu ajuda a um vizinho, juntamente com a irmã Annabella, de 3 anos, que também tem autismo.

A Sociedade Nacional de Autismo disse: "Isso é um feito fantástico para qualquer criança de 5 anos, mas mais ainda para uma criança com espectro de autismo."

'Maçã envenenada'

Semple perdeu a consciência depois de voltar para casa após um "dia corrido" com as crianças. Ela tem um problema de saúde que a deixa suscetível a esse tipo de episódio.

"Tyler disse ao serviço de emergência que eu estava morta e que eu teria comido uma maçã envenenada dada por uma bruxa feia", contou ela.

"Eles devem ter achado que era um trote. Ele ficava repetindo o endereço completo da nossa casa e não respondia às perguntas que faziam."

Mas Semple afirma que, apesar das limitações, o filho conseguiu passar a mensagem ao interlocutor. "Eu acho que ele disse: 'Eu sou Tyler, eu tenho autismo'. Isso ajudou e eles passaram a compreender o Tyler melhor."

Charley-Anne Semple disse que os paramédicos foram 'fanstásticos' com Tyler e Annabella — Foto: Charley-Anne Semple

O operador do outro lado da linha disse para Tyler caminhar com a irmã até a casa da vizinha.

Para tornar a situação mais dramática, a vizinha teve que entrar na residência de Semple pela janela, porque a porta da casa da família se fechou quando as crianças saíram de lá em busca de ajuda - a porta é daquelas que tranca por fora automaticamente ao fechar.

"Eu estou muito orgulhosa das crianças por terem mantido a calma. Meus filhos provaram a si mesmos que conseguem lidar com uma situação como essa."

Semple conta que Tyler tem muita dificuldade para conversar com outras pessoas e que ficar por 10 minutos no telefone para pedir socorro deve ter sido um desafio para o menino.

"Repassar o endereço, receber instruções... Essas são coisas que ele considera muito difíceis."

A Sociedade Autista Nacional deu a Tyler um certificado pela coragem. Annabella também foi parabenizada por ter dado beijos na mãe e acariciado a mão dela até que os paramédicos chegassem.

A instituição disse: "Muitas crianças com autismo já acham difícil se comunicar com pessoas que elas conhecem, imagina pegar um telefone e falar com um desconhecido."

O serviço de emergência que atendeu Semple disse que Tyler sabia exatamente o que fazer e que foi muito corajoso "diante de uma situação que deve ter sido assustadora para ele".

g1.globo.com

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